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Resenha

Livros do Destino

servido por: Vitor Leobons

Recentemente, a Editora Salvat iniciou a quarta coleção da Casa das Ideias nas bancas. Dessa vez, o foco está nos caras maus. E o título: Os Vilões Mais Poderosos da Marvel.

Serão oito edições, sempre destacando um personagem.

A primeira foi protagonizada pelo Caveira Vermelha. A segunda, lançada recentemente, tem o maior de todos os vilões da Marvel Comics como astro principal: Doutor Destino.

Esse material traz a primeira aparição dele em The Fantastic Four #5, da dupla Lee/Kirby. Completando o encadernado, temos a republicação das seis edições de Books of Doom na HQ da equipe, escritas por Ed Brubaker e desenhadas pelo argentino Pablo Raimondi.

Foi lançada originalmente pela Panini em Universo Marvel Anual #2 (2008). Depois, relançada num encadernado decente, de capa dura, em 2014. E é sobre essa edição que eu vou escrever aqui, hoje!

Victor von Doom é, talvez, um dos melhores personagens da Marvel Comics. Personalidade e motivação o tornam muito mais do que apenas um vilão. A série escrita por Brubaker prova isso.

Essa história é apresentada como se fosse uma entrevista – de Destino – a alguma repórter. E descreve toda a vida do personagem… até chegar ao controle da Latvéria. Confesso que o recurso jornalístico me incomodou e acabou sendo um tanto clichê. No entanto, a trama se desenrola tão bem, que optei por relevar esse pequeno detalhe.

As tragédias que marcaram von Doom, além da comunidade cigana, durante a infância. Mudar para os Estados Unidos, a explosão e o toque do demônio no rosto, que destruíram e mudaram completamente aquela vida. O relacionamento com Valéria. A ida para o Nepal. A construção da armadura. A rixa com Reed Richards. E, por fim, um retorno à Latvéria para ocupar o lugar de direito.

Tudo é muito bem construído e justificado… funciona para moldar a personalidade do Doutor Destino.

E a decisão de não deixar que os personagens do Quarteto Fantástico fossem mais presentes na trama é acertada. O foco: Victor von Doom e a busca pela alma da mãe dele!

Enfim…

Os desenhos de Raimondi não decepcionam. Conhecido pela participação numa fase do grupo X-Factor, escrita pelo Peter David, o artista tem uma arte bastante detalhista, além da boa narrativa. O trabalho com luz e sombra é ótimo. E o traço, claro e limpo. Mas – ao mesmo tempo – muito duro… em alguns momentos, senti falta, um pouco que seja, de expressão corporal e facial, para representar melhor os sentimentos que o texto do Brubaker quer passar. Mas, apesar disso, o artista cria alguns painéis incríveis.

Uma boa história. Com um péssimo final. Mas é bacana… poderia ter sido material de trabalho para a Fox usar como base no projeto do longa- metragem. Com o tratamento certo, entregaria um filme interessante…

A edição da Panini é honesta, papel couché… aliás, as capas originais, de Paolo Rivera, estão no final, como um “extra”. Pode ser encontrada nas megastores da internet, baratinha. Você, fã do Quarteto Fantástico ou de Doutor Destino, trata-se daquele item obrigatório.