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Cinema

O Bar

servido por: Vitor Leobons

Nesse último ano, eu realmente me apeguei à Netflix. Confesso!

Dona de um catálogo inacreditável… se você começar a revirar, vai encontrar coisas incríveis e que ninguém comenta. A minha última incursão resultou num filme espanhol bizarro e fantástico sobre o ser humano.

Na sinopse do filme, dirigido por Álex de la Iglesia, está assim: após testemunhar um assassinato, estranhos abrigados num bar, em Madri, começam a agredir uns aos outros, à medida que o pânico se instala. E a contagem de corpos aumenta.

Esqueça! Isso não vai lhe preparar – de forma alguma – para o que você vai assistir.

O filme começa com um belo plano-sequência, onde alguns personagens são apresentados: imponente, impondo uma linguagem cinematográfica de primeira. Fazendo, dessa abertura, o oposto (extremo) de como a trama vai se desenvolver.

Roteiro e direção trabalham muito bem em conjunto. O filme assume uma estrutura teatral ao desenvolver acontecimentos em apenas um ambiente. E quando parece que vai se tornar enfadonho, surpreende o espectador com elementos bizarros e completamente inusitados.

OK… o final força um pouco a barra. Pesa um tanto a mão e foge do clima que foi sendo explorado ao longo desse filme. É bem dirigido. Porém, mesmo assim, o ritmo muda completamente e chega-se no limite de transformar esse longa num terror trash barato. Por pouco, não colocou tudo a perder…

É aquela história: contar muito acaba entregando o filme. Mas há um fato que posso acrescentar. Temos, em O Bar, um excelente estudo de personagens. Com uma pegadinha atrás da outra, brincando constantemente com a expectativa do público, recheado de reviravoltas. Uma excelente trama sobre o que há de pior no ser humano…

Pode parecer clichê, mas é bacana! Muito! E assustador… de certa forma, também revelador…