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Cinema

Um filme para a família

servido por: Vitor Leobons
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Como disse aqui e nesta resenha, Deadpool é uma grande baboseira! Mas quando bem roteirizado, pode se tornar uma besteira extremamente divertida.

O segundo longa é mais uma prova disso!

Sem a surpresa do primeiro filme, Deadpool 2 chegou com um hype muito maior. Não consegue ser melhor que o anterior, mas é tão bom quanto. São duas horas de violência, desmembramentos, palavrões e muitas referências. Dessa vez, Rhett Reese/Paul Wernick não perdoaram nada e ninguém: lotam o longa com humor de citação, prato cheio para os fãs da cultura pop.

Tenho visto algumas discussões sobre essa tendência, de se fazer humor citando uma frase, cena ou personagem. Tentando criar uma “relação de amizade” e conquistar o espectador, que vai entender aquela determinada piada…

Aquela fala do Capitão América, no primeiro longa de Os Vingadores, dizendo “eu entendi a referência”, nunca fez tamanho sentido ao encontrar identificação com tantas pessoas.

Sinceramente? Para fazer rir, não vejo problema algum nesse tipo de recurso. Principalmente em um filme como Deadpool, que constrói a narrativa partindo da chacota. E o personagem interpretado por Ryan Reynolds debocha de todo mundo. Satiriza a si mesmo, os roteiristas, Logan e aquela pretensão pelo Oscar, além dos filmes do Universo DC.

A trama me surpreendeu… confesso! Dá uma volta enorme para chegar onde realmente interessa, mas é tudo tão surtado… que funciona. Sem a preocupação com paradoxos temporais, acaba virando um ótimo filme de ação sobre família… acredite se quiser!

A Dominó, de Zazie Beetz, rouba todas as cenas em que participa. E a equipe X-Force é simplesmente genial! Para gargalhar alto!

Reynolds está ainda mais solto no personagem. E passa mais tempo mostrando o rosto…

O Cable, do Josh Brolin, tem uma motivação simples e direta. Mas a maquiagem e os efeitos ficaram ótimos. Os envolvidos tentam manter um pé no realismo e o visual do personagem é uma consequência disso. Mas encontram “a” solução para as metralhadoras gigantescas e torna-se uma bela homenagem aos designs bizarros elaborados por Rob Liefeld.

Esqueça qualquer ambição artística ou de se reinventar. Deadpool 2 segue o mesmo caminho trilhado no filme anterior. Acaba sendo repetitivo em determinado ponto… a piada sobre o crescimento de um membro cortado está lá novamente. Mas, com ainda mais vocação para ofender, consegue se tornar uma piada de referência sutilmente diferente.

Tim Miller não voltou para a direção, mas David Leitch faz bonito. Mantém aquele banho de sangue e o estilo gore do filme anterior. E com um orçamento quase que dobrado, consegue cenas de ainda mais impacto.

Deadpool 2 é um ótimo filme!

Descartável, insano, com ótimas surpresas… consegue ampliar o universo do personagem e ser extremamente divertido.

E tem uma das melhores cenas pós-créditos, desde que esse recurso virou moda!