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Deadpool

“Chimichanga?!”

servido por: Vitor Leobons

Deadpool é aquele personagem que todos amam odiar!

Ryan Reynolds é aquele ator que todos também amam odiar!

E a união desses dois rendeu um dos melhores filmes de super-heróis. Além do maior acerto da 20th Century Fox com a franquia de mutantes desde, sei lá, X-Men 2…

Deadpool é o papel da vida do Reynolds. E, ciente disso, ele passou anos tentando tornar o projeto do longa protagonizado pelo mercenário tagarela realidade. Após uma cena-teste acidentalmente “vazar” na internet e obter a resposta empolgada dos fãs, o estúdio deu sinal verde para essa produção.

Malditos sejam Reynolds e comparsas: o diretor Tim Miller, junto com os roteiristas Rhett Reese/Paul Wernick! Eles nos entregaram um filmaço… divertido pra cacete do começo ao fim! E, de quebra, conseguiram me deixar curioso em ler mais quadrinhos do personagem criado por Rob Liefield.

Julguem-me!

O baixo orçamento garantiu a falta de preocupação do estúdio com uma censura alta. E isso foi vital para dar a liberdade necessária que o filme precisava.

É violento!

Ofensivo!

Debochado!

Politicamente incorreto!

Insano!

Bobo!

Vazio!

Foda!

Deadpool é um personagem complicado de se escrever. Pode facilmente deixar de ser engraçado e se tornar chato. Mas a dupla Reese/Wernick encontrou o tom certo. Não o transformaram em um mocinho, mas conseguiram dar profundidade ao personagem e fazer a audiência se importar.

Reynolds esbanja carisma! E nos entrega o melhor papel dele! O que não é muito difícil…

Mas OK…

Enfim…

Tim Miller arrebenta nas cenas de ação. Tudo é muito bem coreografado, filmado, editado. Com ótimos efeitos especiais.

E embalado por uma ótima trilha sonora!

A montagem, ao som de Deadpool Rap, mostra como trilha e edição funcionam perfeitamente para fazer a história andar! Juice Newton, com Angel of the Morning nos créditos de abertura, é outra escolha insana que funciona muito bem e já deixa claro o tom do filme.

Não é o filme revolucionário como muita gente disse na época.

Meio exagerado e nem é o objetivo do longa. Claro, esse sucesso de Wade Wilson no cinema possibilitou que Hugh Jackman e – o prepotente – James Mangold fizessem Logan. E eles deram, aos entusiastas do Carcaju, a versão violenta que os fãs sempre sonharam assistir na telona.

E, sim, Deadpool se coloca num local diferente dentro do “programa família” que é o MCU… e de uma tentativa falha – da Distinta Concorrente – em ser adulta. Mas não dá para dizer que é revolucionário!

Até porque todos os recursos narrativos dos quais o filme se utiliza, já foram usados – e muito – pelo cinemão blockbuster estadunidense: a quebra da quarta parede, narrativa não-linear.

Enfim…

Os autores, simplesmente, foram espertos o bastante para usar tudo junto e da melhor forma possível na história que eles queriam contar.

Mas… sinceramente? Precisa ser revolucionário? Deadpool é um filmaço!

Não é para todo mundo, vai ofender muita gente, mas é um filmão!

Parabéns, Reynolds! Você conseguiu!