publicidade

Rumo à Guerra Infinita

Homem de Ferro 2

servido por: Vitor Leobons

Maior, melhor e mais exagerado!

Essa parece ser uma regra “secreta” em Hollywood, ao se pensar em uma sequência. E a primeira continuação da Marvel Studios não decepciona nesse sentido.

Confesso: eu gosto de Homem de Ferro 2! O tom contido do primeiro filme vai para a vala e algumas situações perdem o peso devido. Mas eu gosto muito desse longa!

Downey Jr. está muito mais solto e se torna o Tony Stark/Homem de Ferro definitivo. A química com Gwyneth Paltrow é ainda melhor, Favreau e o Happy Hogan ganham mais espaço, temos nossa cota de fan service… todas as virtudes do primeiro filme estão de volta. Na verdade, tudo o que vimos no longa anterior, é exagerado nesse. Temos mais vilões, mais heróis, mais piadas…

Homem de Ferro 2 inicia, com pé na porta, o caminho para Os Vingadores. A S.H.I.E.L.D. e Nick Fury se tornam muito mais presentes e a introdução da Viúva Negra, de Scarlett Johansson, é mais uma peça no quebra-cabeça que vai sendo montado de forma nada sutil. Na verdade, esqueça sutileza ao falar desse filme. É como se, com o primeiro Homem de Ferro, a Marvel estivesse chegando de forma discreta e tímida, tentando criar uma amizade aos poucos… com HdF2, a amizade já existia e, agora, ela abre a geladeira da sua casa, coloca o pé em cima da cadeira e dorme no seu sofá.

Enfim…

A exemplo de O Incrível Hulk, a produção também teve uma cota de problemas nos bastidores, com Terrence Howard não voltando para repetir o papel de Jim Rhodes – sendo substituído por Don Cheadle – e Mickey Rourke reclamando sobre como o personagem perdeu a profundidade que tinha, quando aceitou o convite. Mas Favreau conduz o filme de uma forma um pouco mais solta que no longa anterior e nos entrega uma continuação coerente, que leva o personagem, junto com todo o universo Marvel, para frente.

É interessante ver como eles pegam diferentes elementos do quadrinho, desmontam e remontam de uma maneira própria e, mesmo criando algo diferente, ainda sabem dialogar e se manter fiéis ao material de origem.

O filme tem problemas! O vilão ser uma versão maligna do herói é um defeito que cometeram no primeiro HdF, repetiram no longa do Hulk e que vem se mantendo, até hoje, nas produções do estúdio.

E aquela encheção de linguiça no meio da história é uma quebra de ritmo desagradável.

Mas o todo é divertido pra cacete! E os pontos positivos, mais frequentes e evidentes que os negativos! Com HdF2, a Marvel marcava presença de forma definitiva no cinema e a promessa era de coisas maiores e melhores vindo por aí…